Português – Attaque https://attaque.noblogs.org Chronique de la guerre sociale en France Thu, 07 Apr 2022 19:32:40 +0000 fr-FR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 Lisboa (Portugal) : Mensagens em apoio ao Libre Flot https://attaque.noblogs.org/post/2022/04/06/lisboa-portugal-mensagens-em-apoio-ao-libre-flot/ Wed, 06 Apr 2022 18:21:33 +0000 https://attaque.noblogs.org/?p=49183 Continuer la lecture ]]> reçu par mail / mercredi 6 avril 2022

Apelo internacional a acções de solidariedade com o prisioneiro libertário francês Libre Flot acusado de terrorismo, em isolamento durante 16 meses e em greve da fome durante 35 dias.

Em Lisboa, à noite, como em todos os bairros burgueses, a polícia patrulha e vigia os locais oficiais.
Mas na noite de 3 para 4 de Abril de 2022, apareceram mensagens contra as prisões, o confinamento solitario prisional e em apoio ao Libre Flot. Não muito tempo para algums que estavam debaixo das janelas da embaixada francesa e do instituto francês, a nova decoração não estava ao gosto de
todos, pena…
Por outro lado, a rua Santos-o-Velho é grande e ainda se pode ler sobre ela: « Crève la taule » (destruição de todas as prisões), »liberdade para Libre Flot », « confinamento solitario prisonal = tortura democrática », vários A com um circulo e outros ACAB.

Multipliquemos as acções de solidariedade e contra todos os tipo de prisões.

 

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Diálogos Incendiarios https://attaque.noblogs.org/post/2020/05/25/dialogos-incendiarios-2/ Mon, 25 May 2020 08:01:10 +0000 https://attaque.noblogs.org/?p=35868 Continuer la lecture ]]> reçu par mail / vendredi 22 mai 2020

Apresentamos um novo livro da Internacional Negra Edições, projeto internacionalista de difusão anárquica que, desde as vontades anarco-insurrecionais, informais e sediciosas, volta a brotar em espanhol, português e italiano, com uma nova publicação: « Diálogos Incendiários: Pela Propagação da Sedição Anárquica », concretizado a partir da troca de idéias sobre o rumo da guerra anárquica, que tiveram, mediante cartas, os companheiros Alfredo Cóspito, Gustavo Rodriguez e Gabriel Pombo da Silva.

Decidimos fazer este lançamento no dia 22 de maio, oportuna rememoração do Dia do Caos, em memória do companheiro anarquista Mauricio Morales, quem, num dia como hoje, no ano 2009, se despediu da vida lutando contra o poder, quando a bomba que carregava na mochila explodiu acidentalmente
a poucos metros da Escola de Agentes Penitenciários do Chile.

Dedicamos este livro a todxs nossxs companheiros em prisão mundo afora, especialmente para os companheiros Alfredo Cóspito, encarcerado na Itália e para o querido Gabriel Pombo da Silva, que foi detido em Portugal e extraditado para Espanha, no momento em que este livro saía à luz. Mandamos toda nossa força para o compa Gabriel diante desta nova vingança das autoridades contra sua irredutível luta.

Este livro tem versões impressas que circularão nos espaços afins, entre companheiros e em diversos projetos anárquicos ao redor do mundo. Convidamos a apoiar ativamente sua difusão compartilhando sua versão digital, imprimindo exemplares ou realizando atividades e apresentações ali onde existam vontades dispostas para fazer o impossível pela propagação do caos e a expansão da guerra anárquica.

Vontades e colaborações editorias da Internacional Negra.
22 Maio 2020.

internacionalnegra-br@riseup.net (Brasil)
internacionalnegramx@riseup.net (México)
edicionesinternacionalnegra@riseup.net (Chile)
black-international-editions-it@riseup.net (Italia)

 

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Brasil: Ação contra a gentrificação e em solidariedade a militante Preta Ferreira https://attaque.noblogs.org/post/2019/07/29/brasil-acao-contra-a-gentrificacao-e-em-solidariedade-a-militante-preta-ferreira/ Mon, 29 Jul 2019 17:01:36 +0000 https://attaque.noblogs.org/?p=27721 Continuer la lecture ]]> reçu par mail / lundi 29 juillet 2019

Na madrugada de 27 de julho de 2019 inutilizamos com cola instantânea o cadeado do portão de entrada de um canteiro de obras da construtora REM no bairro Perdizes, zona oeste de São Paulo, no território ocupado pelo estado brasileiro.

Foi um protesto contra a gentrificação em São Paulo e em solidariedade a militante social pela moradia Preta Ferreira e 3 parentes dela sequestrades pelo estado brasileiro.

Solidariedade insurrecta pelo direito a moradia, contra a gentrificação e a repressão
do estado!

Anarquistas

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Assim é…se lhe parece. https://attaque.noblogs.org/post/2018/04/12/assim-ese-lhe-parece/ Thu, 12 Apr 2018 09:09:12 +0000 https://attaque.noblogs.org/?p=17756 Continuer la lecture ]]> As audiências em relação ao processo Scripta Manent encontram-se a decorrer ( Março a Julho).  As reflexões que se seguem – da autoria da companheira anarquista Anna Beniamino  – publicadas em Março, são datadas de Janeiro de 2018.

Assim é…se lhe parece.
Reflexões e atualizações em relação ao processo Scripta Manent

Não há grandes reflexões a fazer a propósito dum episódio repressivo (basicamente é sobre o jogo simples e cíclico da ação e reação), nem sobre as manigâncias da repressão, outra coisa bem conhecida; no máximo algumas observações sobre o desenvolvimento das suas técnicas e estratégias.

É o que vou tentar fazer aqui – mais de um ano depois das detenções – após a abertura do julgamento, o qual abriu uma brecha na bolha de censura e permitiu descobrir os arquivos da Procuradoria na complexidade da sua miséria. Isto depois do breve relatório aparecido na última edição da Croce Nera [Croce Nera Anarchica, nº 3 de Fevereiro de 2017] e os desenvolvimentos que ocorreram entre o fecho do processo e a audiência preliminar [de Julho de 2016].

No entanto, antes de qualquer comentário, quero reafirmar, simplesmente, o meu orgulho na anarquia e anarquistas – o que me permitiu alimentar com a solidariedade, feita de ações, escritos, de raiva que se recuperou para além dos portões e de prisão em prisão, mostrando novamente quanto a tensão anarquista está viva, atual e capaz de zombar das categorias e ir além dos limites que a repressão nos quer impor, ao desistir do peso dos medos e do mito do consenso.

Sempre pensei que a anarquia é uma coisa séria, se praticada por mulheres e homens fornecidxs da razão e, instintivamente, de algo que – quando o poder os bloqueia nas suas gaiolas – recai sobre ele e transforma em força as fraquezas que ele gostaria de nos insuflar. Estamos aqui por causa disso, num jogo de dados sem fim, entre a autoridade e a sua negação.

Além disso, era bem claro para mim que a anarquia tinha o privilégio indiscutível de poder se apoiar numa base filosófica poderosa, histórica e cultural, além dum instinto atávico para a negação – elementos que ainda hoje se misturam num conjunto eficaz de receitas destrutivas.

«A anarquia é poderosa, quando quer», enfatiza o companheiro anarquista Panagiotis Argirou na sua declaração, no verão passado, em solidariedade às pessoas presas no G20 em Hamburgo.

A ideia anarquista continua a ser um problema para a autoridade, mostrando aos espíritos livres o aspecto concreto que está na negação desta última.

Mas não quero criar mal-entendidos: não há processos simples contra ideias. Quando a repressão ataca é sempre como resultado de factos, ações específicas que minam a pacificação social – que é difusa e acostumada a controlar, tão típica desses tempos.

Ação e reação: mete-se em andamento processos contra anarquistas, pelo que estxs anarquistas são: inimigos do Estado.

A repressão – tal como a codificação e a aplicação do código penal que vêm a seguir – muda de forma e adapta-se segundo os riscos e o grau de perigosidade do confronto em curso: pode avançar com uma ferocidade vingadora, fazendo tábua rasa de tudo o que ela encontra no seu caminho, ou com um certo paternalismo até, ou com todo um painel de nuances intermédias. Por vezes são xs refratárixs, eles próprios, que dão o ritmo da ação, às vezes são elxs que sofrem golpes repressivos – e respondem. Muitas vezes são elxs que se queixam de não se mexerem – a não ser quando são encurraladxs pela repressão, em vez de atacarem os primeiros.
No entanto, deve-se ter presente que receber golpes não significa ser as «vítimas».

É provável que a «vítima da repressão» seja um papel já muito antigo, confortável para alguns no teatro da democracia – um rótulo falso e desagradável que produziu o pietismo e não uma consciência combativa.

É lá que se situa a importância destes tempos: na nova (ou renovada) consciência de ser um objeto contundente, portador de germes subversivos se se quiser – não apenas no interior de um “meio” estreito, mas também para se apresentar de forma social ou anti-social, de acordo com cada um/a – como orgulhosxs portadorxs de intensa crítica da era da dominação tecnológica, controlo e homologação geral.

Despir o imperador e montar as suas partes escondidas foi – e continua a ser hoje tal como no passado – alguma coisa que provoca a repressão, seja com os velhos ou com novos instrumentos. As categorias ridículas do Código Penal – desculpas, provocações, associações – visam impressionar o tecido que conecta pensamento e ação: a solidariedade.

Não podemos nos permitir ser surpreendidos com isso; há mais de um século, existiram associações de malfeitores e a autoridade real mandou fechar os jornais e perseguiu xs subversivxs e as suas reuniões, vigiava os lugares mal afamados onde estavam a reunir-se. Hoje monitorizam também a tela e as telecomunicações.

Ao contrário do passado, o controlo tornou-se invasivo devido ao advento de novos dispositivos tecnológicos – algo que é frequentemente acompanhado por uma consciência e uma confiança menos fortes no seu próprio potencial e possibilidades de se lhe opor [ao controlo].

Modelos e técnicas repressivas são reintroduzidos e modernizados (às vezes nem mesmo isso), usados se necessário; actualmente, são usados para conter ou tentar conter uma efervescência inegável nos meios anarquistas, entre outras coisas.
Constatar isso não significa parar como animais aterrorizados, porque surpreendidos com os faróis de um camião que chega em alta velocidade, ou se jogar – mãos e pés amarrados – na boca do monstro, persuadidxs de sua inevitável voracidade.  Mas sim uma mudança de perspectiva: aspirar, hoje e sempre, ser um bocado indigesto, sem tombar na paranóia de ver uma omnisciência e um todo-poderoso poder, onde muitas vezes não há estratégia geral, mas um emaranhado informe de interesses de carreira que surge em contraste e orientação alheias às de funcionários mais ou menos zelosos.

Não devemos esquecer o factor humano, mesmo na sua forma mais débil, como uma papelada de comissariado, a qual – ao voar e distorcer pedaços das nossas vidas – nos mostra um amplo panorama da miséria da sua existência.

Começando pelo fim: da associação ao incitamento e vice-versa.

Com a notificação do encerramento do dossier, em Abril de 2017 – para pessoas presas e outrxs acusadxs de Setembro de 2017 – além das ofensas de que já são acusadxs, foi adicionado, para 12 dos primeiros 17 acusadxs, este 414 C.p. (incitamento a crimes e delitos) com o objetivo de terrorismo, como redactores e / ou difusores da Croce Nera, o boletim em papel e o blog – referindo explicitamente para publicações e artigos do n °s 0 a 3. Sinal dos tempos, a ofensa de incitamento é agravada «por ter cometido os fatos através de instrumentos de informática e telecomunicações».

Além disso, em 2 de Junho de 2017, com um timing bastante oportuno em comparação com a audiência preliminar de 5 de Junho, o efeito bola de neve da repressão levou mais outros 7 companheirxs – estxs embora acusadxs ​​permanecem  livres até ao julgamento-  por 270 bis [Associação para fins de terrorismo] e 414 C.p, enquanto redatores (ou não) de Croce Nera, do blog RadioAzione e de Anarhija.info.

Isto além de se acusar 2 destes de 280 C.p [ato de terrorismo com engrenagens que podem causar a morte] por causa da descoberta – durante as perseguições de Setembro de 2016 – junto com outros textos publicados em Croce Nera, de uma cópia da reivindicação de ataque contra o tribunal de Civitavecchia, em Janeiro de 2016, pelo Comité de Pirotecnia por um ano extraordinário – FAI / FRI.

A seguir à audiência preliminar, as duas partes da investigação foram fundidas e todos os acompanhantes foram enviados para julgamento, permanecendo inalteradas as diferentes acusações. Após quase um ano de controlo obsessivo (com bloqueios e sequestro sistemático do correio dxs prisioneirxs, passou diretamente aos arquivos do Gabinete do Procurador sendo adicionado ao processo na audiência preliminar), pois o ministério público e a polícia – através de vigilância electrónica à solidariedade – conseguiram fazer sair uma medida punitiva contra xs companheirxs que mantiveram contacto com xs prisioneirxs e prosseguiram a atividade editorial.

O fato de usarem os artigos 270bis e 414 C.p. juntos está a tornar-se uma rotina, nas suas estratégias, se olharmos para o que foi feito com o julgamento do processo Shadow, em Perugia, e o uso que se faz dele neste processo.

Sem esquecer a intensificação, nos últimos anos, do “único” uso dos 414 C.p. – sem o usarem mais do que como complemento às acusações de associação  para atacar qualquer escrito que “defenda” a ação anarquista – como ferramenta maleável destinada a sufocar as chamas das palavras e ações solidárias.

Também se deve acrescentar que os pequenos truques dos polícias não impressionaram ninguém.

Alvará reciclável….a estrutura do inquérito

Talvez os escritos permaneçam, mas em relação ao Scripta Manent a base e os DIGOS de Turim realmente não queriam jogar nada fora. Saíram do antigo cemitério de velharias os processos passados e classificados, mastigados e cuspidos de 20 anos de vigilância e repressão:

O processo ORAI (também chamado de processo do Marini, investigação do ROS, Roma) de 1995 ;

A investigação do ataque ao Palazzo Marino [a sede da Câmara Municipal] em Milão, 1997, por Azione Rivoluzionaria Anarchica;

A investigação de Solidarietà Internazionale (pelo procurador Dambruoso, investigação conduzida pelo DIGOS, Milão), arquivado em 2000;

A operação Croce Nera (processo do Piazzi, liderada pelo ROS, Bolonha), que meteu na prisão, em 2005, os redatores da Croce Nera da época, arquivado num curto espaço de tempo;

A investigação sobre um pacote incendiário enviado ao comissário-chefe do Lecce em 2005, assinado por Narodnaja Volja / FAI;

A investigação sobre o ataque ao quartel dos Carabinieri de Fossano e os pacotes incendiários assinados pela FAI / RAT [Rivolta Anonima e Tremenda], 2006 (processo do Tatangelo, ROS, Turim), arquivado em 2008;

A investigação de pacotes incendiários e o ataque na área de Crocetta, em Turim, em 2007, assinados pela FAI / RAT (processo do Tatangelo, DIGOS, Turim), arquivado em 2009;

A operação Shadow (Processo do Comodi, Digos, Turim) começada em 2009 para 270bis [associação para fins de terrorismo], 280 [ato de terrorismo com  mecanismos que podem causar a morte], concluída em 2016 com condenações por 414 C.p. para o boletim KNO3 e 2 condenações por roubo de carro e tentativa de sabotagem de caminho de ferro;

A operação Ardire (processo do Comodi, ROS, Perugia), começada em 2010, com 8 pessoas em prisão preventiva em 2012, o dossier foi inteiramente transferido para o da Scripta Manent, por passagem e jurisdição territorial, primeiro em Milão, depois em Turim;

As investigações Kontro, Replay, Sisters, Tortuga (proc.do Manotti, ROS, Génova) sobre os ataques às casernas dos Carabinieri em Génova, o R.I.S. [Reparto Investigazioni Scientifiche, a “polícia científica” dos Carabinieri] de Parma, em 2005, e outros ataques;

As investigações Evoluzione e Evoluzione II (Procuradores Musto e Milita, ROS, Nápoles), começadas em 2012 com o ataque a Adinolfi, até que “evoluem” para vigilância dos blogs RadioAzione e RadioAzione Croazia;

A investigação Moto (processo de Franz e Piacente, ROS, Génova), que levou, em 2012, à prisão de Nicola Gai e Alfredo Cospito;

A investigação do pacote-bomba contra a Equitalia (processo Cennicola e Polino, DiIGOS, Roma) de 2011, reaberta em 2014;

A investigação sobre o ataque ao tribunal de Civitavecchia e os cocktails Molotov contra o Quartel dos Carabinieri em Civitavecchia em 2016 (processo do Cennicola, ROS, Roma).

Esta longa lista foi feita pela leitura na diagonal do índice [do processo Scripta Manent]; esquecendo seguramente certas coisas – sem listar outras vigilâncias e arquivos passados de uma investigação para outra, de um município para outro,  quantas vezes fonte de batalhas para obter jurisdição territorial, através de combinações possibilitadas pela formulação de delito associativo.

A estratégia por trás de tudo isto é bastante visível e a pilha de papel, ainda que contraditória, torna-se sugestiva. Isto considerando que são injetadas nos registros do Scripta Manent, quase inteiramente, as actas dos processos acima enumerados, para além das basófias do par Sparagna / DIGOS de Turim, que só à sua conta fez 206, e alguns arquivos de actos judiciais.

Registo e seleção: centenas de nomes e CVs, episódios de subversão no dia a dia indexados, seccionados e recompostos ad hoc. Trajectórias existenciais, fragmentos de discussão e periódicos publicados sobrepostos à interpretação (discordantes segundo o controlador de serviço), acrobacias espaço – temporais, estudos comportamentais dignos de Lombroso.  Esta não é seguramente a primeira vez que isso acontece – tal como a tentativa bem experimentada já de dividir entre “bons e maus” e a definição da imprensa anarquista como “clandestina” e preparatória à «associação».

Acontece frequentemente – eu mesma faço isso – fazemos ironia dos consideráveis fios de embrulho e das contradições evidentes nos arquivos judiciais; esquecemos, no entanto, que há nisso uma consciente arrogância de poder.

Além dos resultados, grandes ou pequenos, o aparelho repressivo está bem ciente da latitude que as suas operações anti-terrorismo lhe dão. Vigiar e punir…acompanhamento aprofundado de contactos, reações, tentativas de pressão sobre o “frágil” e amplitude da solidariedade, longas detenções preventivas…

No entanto, acredito que as análises que tendem a ver a repressão contra certos sectores do movimento – como laboratório onde testar técnicas repressivas a expandir aos mais amplos sectores sociais – são míopes e erróneas. Há lá uma presunção paternalista, ainda que ingénua – além da tentativa de encontrar consensos, através do cimento da luta contra a repressão – na morna dissensão destes anos.

O uso da cenoura e do pau, pelo contrário, é muito mais articulado e sorrateiro.

O poder não precisa de testar in vitro a repressão sobre os anarquistas;  simplesmente usa contra os anarquistas um pouco da violência desdobrada muito mais violentamente algures: o Estado não se preocupa por treinar bandos de mercenários armados para defender as suas fronteiras e interesses, de afogar todos os dias milhares de seres humanos, de usar o seu território para ofensas simples de opinião (basta clicar na página do primeiro idiota dos fundamentalistas religiosos do século XXI para acabar amordaçado no primeiro voo).

Por enquanto, a repressão espalha-se a punições muito diversas e está bem ciente por onde pode expandir-se cegamente, com a ampla cobertura escravizada dos media. Sem esquecer que, mesmo nos sectores do movimento, as frases “exemplares” não faltam.

Acontece que, muitas vezes, são xs companheirxs xs mais atentxs e conscientes da repressão. Não é por acaso que é no movimento que mais se presta atenção à evolução das técnicas de registo, controle, vigilância e de manipulação do consenso.

Psico-antropologia do comissariado

Num cenário onde tudo é baseado em inferências/especulações, manuseiam-se doses maciças de estudo comportamental para dar sentido a tudo isto. A consciência da omnipresente vigilância policial invasiva  – e o que fazer para se subtrair a ela – torna-se significativa em si mesma.

Existem práticas correntes nos círculos do movimento – práticas essas que são mesmo difundidas socialmente – pelas mais diferentes razões: falar de forma evasiva ao telefone ou usá-lo de forma limitada, não da maneira compulsiva como faria o guia do perfeito cidadão-consumidor; prestar atenção para ver se se é seguido a pé; procurar microfones e câmaras em casa, no carro e no seu local de trabalho; prestar atenção à vigilância de telecomunicações, apenas para dar alguns exemplos.

Após alguns anos, também ficamos a conhecer as interpretações oportunistas da bófia em relação aos encontros com amigos e companheirxs e a participação, por vezes, nos momentos de ajuntamento do movimento: de acordo com o acórdão sem recurso do serviço de voyeur, estamos muito ou muito pouco presentes.

Também conhecemos a paixão dos “apêndices” para realizar qualquer atividade, viagem ou pequena excursão como «encontro entre cúmplices» (o excesso de zelo do esbirro piemontês a tomar forma em longas reportagens em vídeo na praia na Ligúria, em meados de Agosto, com percursos de natação até a bóia que vão tornar-se «reuniões reservadas»).

Agora, na intersecção perfeita entre psicopolicial e comédia italiana, é a ausência que se torna evocativa: ausência física, falta de telefonemas e contactos. Isso não está relacionado, na tese acusadora, a um evento ou ação em particular, mas [que é sugestivo para a polícia] é o próprio fato de fugir do controlo, mais especificamente não sendo vigiado passo a passo, e não está claro se isso depende da vontade das pessoas que estão a ser vigiadas ou da incapacidade óbvia daqueles.

Demasiada irónico? Talvez, uma vez que a realidade é feita de uma vigilância obsessiva e perturbadora: buscas improvisadas para esconder a intervenção de microfones escondidos em casa que não funcionam bem, vigilância e radiografia dos correios, com a recolha de encomendas directamente de caixas de correio ou correios, cópias de chaves para entrar em locais de trabalho sem o conhecimento de pessoas sob investigação, câmaras escondidas em locais públicos considerados como “objectivos potenciais”.

Aqui estão alguns exemplos de um aplicação bastante densa de vigilância, além de métodos mais tradicionais: telefones sob escuta há vários anos, microfones em casa e nos locais de trabalho, GPS em carros, câmaras a apontar para a entrada da casa, adega, local de trabalho, controlos cruzados de chamadas telefónicas e posicionamento geográfico de computadores portáveis, perseguições a pé com fotos e vídeos, intercepção de correios e escutas através dos microfones dos computadores.

Em seguida e para se ficar ainda mais embrulhado na ilusão tecnológica e (pseudo)científica do novo milénio, um florescimento de estatísticas, diagramas, percentagens, cruzamento de dados mais curiosos: quantas vezes as pessoas sob investigação foram vistas ao longo dos anos (… até em casa, entre membros da mesma família ou pessoas que moram juntas, e mesmo durante os processos em que estiveram envolvidos, e quantas vezes se reencontraram…os seus telefones; em que dias da semana chegam as bombas empacotadas; quais as cidades mais afectadas por ataques; que palavras usam, preferencialmente, os anarquistas…mas aqui vamos além do estudo estatístico – sociológico -comportamental e para outro pilar do tribunal…

A sugestão de uma peritagem

Neste caso [montagem policial] o que chama a atenção é a evidência de uma técnica de remendos com o objetivo de colar delitos precisos a certos acusadxs. Para dar substância aos pressupostos da acusação há um uso maciço de peritagens gráficas – linguístico – estilísticas, a fim de atribuir a alguns acusados a escrita de certos textos de reivindicação.

Explicado que é desta maneira pode parecer até uma coisa séria (e é este o caso, quando serve como desculpa para detenção preventiva), mas quando descobrimos o conhecimento moderno – que usa a tecnologia e o espírito humano – podemos ver a que ponto os métodos utilizados são manobráveis ao seu desejo, questionáveis e com resultados aleatórios.

Deste ponto de vista, é bem clara a escolha de se continuar nisto, ignorando com conhecimento de causa os resultados que contradizem a tese escolhida: de um só golpe as comparações que levem a resultados negativos são ignoradas e em seu lugar retalham-se os textos  de modo a adaptá-los ao que se estava à procura. Palavras de uso comum ou próprias da linguagem político-poética-anarquista tornam-se caracterizantes a um ponto que – já no paradoxo de correspondências – estão cheias de atribuições… ou seja que dali saem tantos disparates que estes vão mesmo para além das acusações.

A máquina da repressão está bem consciente da inconsistência de certas comparações e peritagens – admitindo-o, até – mas também se encontra consciente de que o uso do ADN e outros conhecimentos técnico-científico foi “refogado” para a opinião pública como tecnologia segura e indiscutível, tal como se o tenta usar no tribunal.

Na realidade, os exemplos de manipulação de erros e/ou de aproximações (e até a jurisprudência agora é obrigada a admitir isso, depois dos primeiros anos de uso “acrítico” e de qualquer traço biológico). Podemos ver alguns exemplos recentes disso, um pouco por todo o mundo, em ações judiciais contra companheirxs.

Desta colheita compulsiva de material e confrontações cruzadas podem-se, no entanto, encontrar algumas informações sobre a sua colheita e utilizações sistemáticas.

O DAP [Dipartimento Amministrazione Penitenziaria, corresponde à Administração Prisional] oferece-se como fonte – além de identificar fotos e impressões digitais a que se pode juntar vestígios de prisões passadas, fornecendo ficheiros pessoais e traços gráficos de todos os anarquistas que passaram pelas masmorras italianas – surgindo mesmo dos seus arquivos o correio, as instâncias judiciais, os pedidos à administração, etc. Se o caso não foi por detenção ou perseguição, chegam mesmo a esgravatar nos arquivos municipais.
Há mais de dez anos que utilizam múltiplas bases de dados de ADN – alimentadas não só com assuntos embarcados – vindos das buscas por ordem judicial  – mas também conservando amostras e fazendo comparações cruzadas de partes delas por convicção, em posse de diferentes arquivos [policiais e/ou judiciais].

* * *

Aquilo que acabei de descrever não aborda mais do que alguns dos aspectos – a desenvolver e a serem alvo de reflexão, portanto. O que resta é o facto da sua ausência [do controlo], num contexto onde os procedimentos repressivos são vasos de comunicação, se tornar um motivo para se ser acusadx. A solidariedade é uma prova agravante e, se a operação Scripta Manent visava atingir alguns anarquistas, pode-se dizer que, até como desforra disso, aumentou a solidariedade e a consciência. E que aquilo tudo, ao fim e ao cabo – apesar do tão pequeno pedaço de céu que eu agora posso ver – nada mais faz do que me devolver o sorriso.

Anna
Roma, Janeiro de 2018

[translated by ContraInfo]

[en français][in italiano][in english]en español]

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Besançon : Solidariedade revolucionária com a companheira trancada em Colônia https://attaque.noblogs.org/post/2018/01/16/besancon-solidariedade-revolucionaria-com-a-companheira-trancada-em-colonia/ Tue, 16 Jan 2018 09:32:08 +0000 https://attaque.noblogs.org/?p=16459 Continuer la lecture ]]> Na noite de quinta-feira pra sexta-feira, na vizinhança da estação TGV, penduramos uma faixa em solidariedade com Lisa, companheira presa em Colônia por um assalto bancário em Aachen, na Alemanha.

Na bandeira lê-se: “Solidariedade revolucionária com Lisa, anarquista encarcerada por um assalto bancário em Aachen (Alemanha). Feuer allen Knästen [Fogo em todos as prisões] (A)”.

Acabou de ser negado o pedido de revisão de sentença (7 anos e meio de prisão) de Lisa e será transferida para uma prisão na Espanha, de modo que ficará menos distante de sua família. Esta notícia nos irritou e não pretendemos deixá-la sozinha no mórbido silêncio do isolamento da prisão.

Liberdade para Lisa!
Liberdade para todxs!

[Tradução: Turba Negra]

[en français] [in english] [auf Deutsch]

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Saint-Étienne : Sabotagem contra o aumento do preço do estacionamento https://attaque.noblogs.org/post/2018/01/16/saint-etienne-sabotagem-contra-o-aumento-do-preco-do-estacionamento/ Tue, 16 Jan 2018 09:25:42 +0000 https://attaque.noblogs.org/?p=16458 Continuer la lecture ]]> Os 22 parquímetros de Cret de Roch foram vandalizados em Saint-Étienne. As ranhuras para a introdução de moedas ou cartões azuis foram preenchidos com espuma expansível de poliuretano. Este produto que incha e endurece usado para encaixar buracos. Os carimbos de data/hora foram inutilizáveis. A cidade de Saint-Étienne apresentou uma queixa e espera que os parquímetros sejam colocados em serviço o mais rápido possível.

Nesta área do Crêt-de-Roc, o protesto contra o novo plano de estacionamento está vivo: aqui, muitos lugares livres tornaram-se pagantes desde 01 de janeiro. Uma petição foi lançada pelos moradores locais para denunciar esta nova organização.

[Tradução: Turba Negra]

[en français]

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Paris : Fogo para todos os estados e seus fantoches https://attaque.noblogs.org/post/2018/01/07/paris-franca-fogo-para-todos-os-estados-e-seus-fantoches/ Sun, 07 Jan 2018 14:24:12 +0000 https://attaque.noblogs.org/?p=16321 Continuer la lecture ]]> Na noite de 27 pra 28 de dezembro, ateamos fogo em um carro do corpo diplomático no rua Laugier, 17 em Paris.
Não importa a que estado pertence, são grilhões todos para a liberdade e odiamos todos.

Nos bairros ricos da capital existem carros do corpo diplomático estrangeiro em cada esquina das ruas. Eles são reconhecidos por suas placas verdes com números e letras alaranjadas.
É preciso um pouco de determinação e alguns bombeiros …

Solidariedade com xs companheirxs que enfrentam julgamento na Itália pela Operação Scripta Manent. Solidariedade com Lisa, presa na Alemanha acusada de ter roubado um banco e com Konstantinos, preso em Atenas em 28 de outubro, acusado de vários atentados com bomba. Solidariedade com Krème que ainda está na prisão pelo caso do carro de polícia queimado.

Fogo e chamas para este mundo, liberdade para todxs!

Algumas renas errantes

 

[Tradução: Turba Negra]

[en français][in italiano][in english][По Rусский]

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Roma, Itália – Ataque explosivo contra delegacia de polícia https://attaque.noblogs.org/post/2017/12/09/roma-italia-ataque-explosivo-contra-delegacia-de-policia/ Sat, 09 Dec 2017 10:28:04 +0000 https://attaque.noblogs.org/?p=15907 Continuer la lecture ]]> Em tempos de paz social e conformidade, não há melhor resposta do que a ação. Um estímulo, uma continuidade e uma sacudida para acordar aqueles que dormem.

Atuar por iniciativa própria quebra a comfirmadade e a inação e inflama aquelxs cujo sangue ferve.

A práxis anárquica do ataque deve ser o estímulo básico da anarquia, caso contrário é umx mortx. Ação é necessária para nos tornar vivxs nas formas que consideramos oportunas, removidas de todos os programas, estruturas hierárquica e vertical. Muitas práticas revolucionárias fazem parte de um anarquismo nas suas entranhas.

Decidimos levar nossas vidas em nossas próprias mãos, rompendo a paz opressiva que nos rodeia.

Na noite de 06 pra 07 de dezembro, colocamos uma garrafa de aço contendo 1,6 kg de explosivos fora do quartel da carabinieri no distrito de San Giovanni, em Roma.

Nossas atenções voltaram-se para os principais guardiões da ordem mortal do capitalismo: a polícia. Sem eles, os privilégios, a arrogância e a riqueza acumulada pelos proprietários não seriam nada. Porque eles sempre tiveram a função de reprimir, encarcerar, deportar, torturar e matar aqueles que, por escolha ou necessidade, se encontram fora de suas leis.

A luta contra o estado não é simples e não pode ser reduzida a fórmulas mágicas. Mas os objetivos estão lá e você nem sempre pode fazer teorias e falar de conveniência. Todx indivídux livre por vontade e necessidade coloca a teoria em ação, aqui e agora. Não há delegação na luta pela liberdade.

O que teria sido nesses anos se uma minoria incendiária não tivesse apanhado a tocha da anarquia? Se essxs companheirxs esperassem tempos melhores? O presidente da Comissão Européia, cujo natal foi arruinado, sabe algo sobre isso. Ele sabe algo sobre o vampiro da Equitalia e foi mutilado por uma das suas garras.* O feiticeiro de Ansaldo Nuclear deve ter sentido o calor da tocha da anarquia nas pernas.**

Hoje tomamos a tocha da anarquia, amanhã será outra pessoa. Enquanto você não desligar!

Quem quer assistir continuará a assistir. Quem quer justificar politicamente, não agir continuará a não fazê-lo. Não esperamos nenhum trem de esperança, não aguardamos momentos melhores. As condições se movem com o confronto. O movimento é como se atuasse, caso contrário, permanece imóvel. A libertação dx indivídux da autoridade e da exploração é realizada por aquelxs diretamente envolvidxs.

No entanto, aquelxs que atacam são impulsionadxs por um impulso contagioso. Isso significa propaganda da ação.

Contra policiais, políticos e seus ladrões. Contra os engenheiros da ciência e da indústria. Contra todos os mestres, mas também contra todos os servos. Contra as fileiras de cidadãos honestos da sociedade prisional.

Não estamos interessadxs ​​em perder tempo e energia na crítica dos reformistas… Embora não nos consideremos uma minoria elitista, como anarquistas, temos nossas ações e nossas demandas. Nossa propaganda. Todx  indivídux e grupo de afinidade desenvolve e intensifica suas experiências na união fraterna. Sem especialização e sem querer impor um método. Deixa cada umx encontrar o caminho através da ação. A organização hierárquica estruturada além de matar a liberdade dxs indivíduxs também é mais vulnerável à reação da opressão.

A organização anarquista informal é o instrumento que consideramos mais apropriado neste momento, para essa ação específica, porque nos permite manter nossa individualidade irredutível, o diálogo com outrxs rebeldes através da reivindicação de responsabilidade e, finalmente, a propaganda transmitida pelo eco da explosão.

Não se destina a ser uma ferramenta absoluta e definitiva.

Um grupo de ação é criado e desenvolvido através do conhecimento, através da confiança. Mas outros grupos e indivíduxs podem compartilhar, até temporariamente, um projeto, um debate, sem se conhecer pessoalmente. Elxs se comunicam diretamente através da ação.

A ação destrutiva direta é a resposta lógica à repressão. Mas não apenas. A praxis anarquista também é um avivamento, uma proposta que vai além da solidariedade, quebrando a espiral da repressão-ação-repressão. As ações de solidariedade são impotentes, mas não podemos limitar-nos à crítica, por mais armada que seja, de alguma operação opressiva ou processo.

Xs companheirxs presxs fazem parte da luta, elxs nos dão um lado e nos dão força. Mas é necessário agir e organizar. O avanço do desenvolvimento tecnológico, as políticas de controle e repressão não proporcionam muito espaço para avaliação sobre o que fazer. A vida e a repressão na metrópole estão sendo redesenhadas. Movendo e atuando pode se tornar cada vez mais complicado.

Ao contrário dos “choques” frequentemente anunciados por um certo antagonismo, a imprevisibilidade é a melhor arma contra a sociedade de controle. Acerte onde eles não esperam você. Hoje, atingimos o coração da capital militarizada para desafiar os delírios da segurança. Amanhã, quem sabe, talvez nos subúrbios onde você menos espera. Nós não fazemos tréguas, escolhemos nossos próprios tempos. Este sempre foi o princípio da guerrilha metropolitana. Com a diferença de que a célula de conspiração informal não conhece hierarquias ou direções estratégicas. E é por isso que é ainda menos previsível.

O Estado italiano está na vanguarda das políticas repressivas e militares. Por localização geográfica, muitas vezes é chamado a fazer o trabalho sujo para defender as fronteiras da Fortaleza da Europa.

Os últimos acordos entre o ministro Minniti*** com os sangrentos coronéis líbios são evidências recentes. Alcançando o número de escravxs necessárixs, “vamos aproveitá-los em casa”, bem como permanecer popular ainda é uma boa pechincha.

Na noite passada, trouxemos a guerra para a casa do ministro Minniti. Os que estão de uniforme que são diretamente responsáveis, os que obedecem, mantendo o silêncio e silenciando aquelxs que não o fazem. Eles receberam um pequeno gosto do que eles merecem.

Com esta ação, lançamos uma campanha internacional contra os representantes, estruturas e meios de repressão. Qualquer pessoa pode contribuir com esta campanha usando quaisquer ferramentas que considerem mais apropriadas.

Célula Santiago Maldonado
Federação Anarquista Informal-Frente Revolucionária Internacional

Dedicamos essa ação ao companheiro anarquista sequestrado e morto pelos capangas da Benetton na Argentina. Que venha o dia em que os opressores finalmente desaparecerão da face da Terra.

*refere-se a uma carta-bomba enviada em 2003 por uma célula da FAI-FRI para o lar do presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi. Prodi abriu o pacote em sua casa, mas a explosão subsequente não resultou em ferimentos graves.

**refere-se ao ataque de 2012 contra o presidente-executivo da Ansaldo Nuclear, Roberto Adinolfi, pela Célula Olga  FAI-FRI, no qual Andinolfi estava de joelho.

***Marco Minniti, ministro do Interior.

 

[translation by Turba Negra]

[en français][in English][in italiano]

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Grenoble : Solidariedade incendiária https://attaque.noblogs.org/post/2017/11/04/grenoble-solidariedade-incendiaria/ Sat, 04 Nov 2017 11:36:23 +0000 https://attaque.noblogs.org/?p=15476 Continuer la lecture ]]> Durante a noite de 26 a 27 de outubro, queimamos três veículos na rua Jean Perrot em Grenoble, ou seja, um veículo da SPIE (empresa que enriquece construindo prisões), um carro privado da empresa de segurança e um veículo Schindler. Nós também tentamos incendiar um Jaguar, mas, por razões desconhecidas, parece que ele saiu com apenas alguns arranhões na carroceria e com os pneus furados.

Com esse gesto, queremos enviar nossa solidariedade para Ghespe e Paska, atualmente detidos na Itália após a onda de prisões em agosto passado, e os dois presos pela história do veículo policial queimado. Saudamos também os recentes ataques contra policiais em Limoges, Clermont e Isère, e expressamos o nosso apoio aos incendiárixs anônimxs.

[Tradução : Turba Negra]

[en français] [in english] [in italiano] [auf Deutsch] [Español]

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Les Lilas (Paris) : Solidariedade é o ataque! https://attaque.noblogs.org/post/2017/06/10/les-lilas-paris-solidariedade-e-o-ataque/ Sat, 10 Jun 2017 18:01:04 +0000 https://attaque.noblogs.org/?p=13653 Continuer la lecture ]]> Na noite de 28 para 29 de Maio, na Rua Romainville (Les Lilas), foi deixado em chamas um utilitário da Direcção Interdepartamental das estradas de l’île de france, uma das muitas peças periféricas da engrenagem que garante o funcionamento do Estado.

Queremos enviar solidariedade aos anarquistas que foram a julgamento no dia 29 de Maio, após a operação Scripta Manent em Itália.

Solidariedade também com Damien. A sua atitude combativa na prisão dá-nos a motivação. Pensamos que a solidariedade é uma relação de reconhecimento mútuo na base da conflitualidade contra o existente. Não somos solidárixs da desgraça mas sim da revolta.

Um pensamento também para Kara e Krem.

Por um mês de Junho perigoso.

Solidariedade é ataque.

[Translated by ContraInfo]

[en français][in italiano][Ελληνικά]

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Paris: Um companheiro em prisão preventiva no contexto da mobilização contra a lei do trabalho https://attaque.noblogs.org/post/2016/12/13/paris-um-companheiro-em-prisao-preventiva-no-contexto-da-mobilizacao-contra-a-lei-do-trabalho/ Tue, 13 Dec 2016 17:45:29 +0000 https://attaque.noblogs.org/?p=11024 Continuer la lecture ]]> O companheiro anarquista detido na quarta-feira no dia 7 de Dezembro, na Bretanha, foi presente ao juiz no dia seguinte, na secção 23 do Palácio da Justiça de Paris, ficando em prisão preventiva.

Acusado de causar danos tanto num Centro de Emprego como numa estrutura da Câmara de Comércio e Indústria, para além dum supermercado Franprix e ainda dum concessionário da Jaguar – durante uma manifestação espontânea contra as reformas laborais, ocorrida na noite de 14 de Abril entre o décimo e o décimo nono distritos de Paris – a bófia identificou-o só no verão tendo tido problemas para o encontrar, embora aquele não se estivesse a esconder de nada.

Um mandado de prisão emitido em Agosto exigiu uma pesquisa no arquivo de contas bancárias (Ficoba) que lista todas as contas bancárias em França (por exemplo, para localizar as últimas retiradas) bem como a investigação sobre a demarcação de seu telefone. O companheiro recusou-se a ser julgado em “julgamento imediato” e o procurador aceitou esse pedido, encontrando-se actualmente na prisão de Fleury-Merogis [NT: na região de Paris].

Para além disto, este tribunal demonstrou, como se fosse necessário alguma vez, o rosto de Justiça. Todos os réus que eram pobres e / ou com dependência de várias substâncias foram sistematicamente considerados pelo Procurador e pelos juízes como provas contra ele. Mesmo algumas tentativas de pôr-se ao nível não obtiveram clemência.

O companheiro estava na forma e manteve uma atitude digna contra esses lacaios do poder, afirmando que falará em breve. Um pequena pérola do discurso do Procurador a propósito do companheiro: “O sr. diz-se anarquista, todos têm o direito de ter uma opinião, as ideias anarquistas são o que são mas elas não justificam em nada os factos que lhe são imputados”.

O julgamento realizar-se-á a 19 de Janeiro às 13:30, na secção 23 do Palácio da Justiça.

Éramos muitos nas ruas durante as manifestações na Primavera deste ano. A quebra destas janelas (incluindo os do Jaguar!) entreteve-nos durante vários dias, como um pequeno raio de sol na escuridão. Cada dia de detenção de nosso companheiro ou de qualquer outro prisioneiro traz consigo os actos de revolta contra este mundo.

A solidariedade é o ataque!

Alguns e algumas anarquistas

 

Translation : ContraInfo

[en français][in italiano] [Deutsch]

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Pantin (Seine-Saint-Denis) : Um veículo da Engie incendiado https://attaque.noblogs.org/post/2016/10/10/pantin-seine-saint-denis-um-veiculo-da-engie-incendiado/ Mon, 10 Oct 2016 17:16:23 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=10393 Continuer la lecture ]]> SCRIPTA MANENT ? ACTA NON VERBA !
“As palavras escritas permanecem”? Ações, não as palavras!

Face à repressão que atinge companheirxs anarquistas em Itália (Operação Scripta Manent), face aos nossos inimigos que são o Estado e o capital, acreditamos ainda e sempre que a melhor solidariedade é o ataque. Elxs pagam por atos que pertencem a todxs xs anarquistas do mundo inteiro. Queremos enviar-lhes um sinal da nossa proximidade com os factos. Ao contrário de outrxs daqui e doutros lugares que se contentam com um pouco de retórica nos seus sites na internet.

Na noite de 3 para 4 de Outubro, no prolongamento da rua Candale, na área de Pantin, deitamos fogo a um veículo pertencente à Engie, empresa que colabora com o Estado no encarceramento (administração de prisões e centros de detenção).

Fogo às prisões !
Solidariedade é ataque!

De alguns/mas outrxs anarquistas solidárixs de Paris

[Translated by contrainfo]

[français] [english] [Italiano] [Ελληνικά] [Deutsch]

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Toulouse : “Estávamos fartos” – Delegacia da polícia atacada com cocktails Molotov https://attaque.noblogs.org/post/2016/05/09/toulouse-estavamos-fartos-delegacia-da-policia-atacada-com-cocktails-molotov/ Mon, 09 May 2016 13:36:15 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=8343 Continuer la lecture ]]> Na madrugada de terça-feira, 26 de Abril, atacamos uma delegacia de polícia com cocktails Molotov.

Não nos iludamos por mais tempo. Estávamos fartos.
Fartos que nos impinjam que “as coisas serão melhor amanhã.”
Fartos de esperar pelo movimento social.
Fartos dos “até à próxima semana” monótonos e tristes.
Fartos do espectáculo da contestação onde o medo invade o estômago e a renúncia a cabeça.
Fartos de procurar na Internet “lá onde expluda” ou de se masturbar perante os confrontos gravados e publicados no YouTube.
Fartos de fazer 600 kilómetros para um distúrbio.
Parece-se com um novo desporto. O pior. Uma nova profissão.
Amotinadorxs profesionais dos movimentos sociais.
É impressionante no CV militante.
Fartos de virar os caixotes do lixo ou de pôr uma carrada de lixo na estrada e conseguir que sermos gaseadxs passe por uma vitória.
Fartos de pretender ser felizes quando nada acontece.
Fartos de fingir que estamos de acordo.
Fartos de fingir que nos importamos com a ley de El-Khomri.
Não temos esperado pelos indignados 2.0 para passar as noites de pé.
Há que dizer o que se passa.
Estamos impacientes.
Não entendemos porque é que devemos agendar uma consulta ao Poder para o desafiar, cercados por cada vez mais uniformes e de bófia-pacifistas.

Isto foi feito por prazer.
Foi feito para assinalar uma ruptura.
Porque estamos agoniados e felizes ao mesmo tempo.
Não queremos estar mais ali, onde contam que estejamos.

Gostaríamos de enviar um duplo abraço combativo.
Primeiro para Mónica e Francisco, em Espanha.
A seguir para xs companheirxs de Bruxelas a sofrer também a repressão por acusações de terrorismo.
A nossa solidariedade é o ataque, o nosso crime a liberdade.

Até já.

Traduit par contrainfo

[en français] [in english] [Español] [italiano]

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Montreuil: Ataque, dedicado a Mónica e Francisco, contra um arquitecto da dominação https://attaque.noblogs.org/post/2016/03/23/montreuil-ataque-dedicado-a-monica-e-francisco-contra-um-arquitecto-da-dominacao/ Wed, 23 Mar 2016 10:58:16 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=7311 Continuer la lecture ]]> Na noite de 8 para 9 de Março de 2016 ateámos fogo à fachada das instalações da empresa de arquitectura Archi 5 – com recipientes do lixo e produtos inflamáveis – na rua Voltaire, centro da cidade de Montreuil-sous-Bois (redondezas de Paris).

No seu website, a Archi 5 gaba-se de ter concebido – ou de estar em vias disso – a seguinte lista de projetos macabros, ao lado de outras construções insignificantes:

Os centros penitenciários de Bourg en Bresse, Draguignan, Mont de Marsan e Rennes, as cadeias de Condé-sur-Sarthe e Vendin le Veil, o Polo da Policia Juduciária de Cergy-Pontoise, o comissariado de Clichy-sous-Bois, o Tribunal de Grande Instância de Chartres e o Centro de Detenção da Polinésia Francesa em Tahiti.

Dedicamos esta ação a todxs aquelxs que lutam pela liberdade e contra toda a autoridade, em especial aos companheirxs anarquistas Mónica Caballero e Francisco Solar que se encontram nas garras do Estado espanhol e que, embora incorrendo em penas de prisão muito pesadas, não renegam uma palavra que seja do que pensam ou do que são.

Fogo às prisões.

Fogo aqueles que as constroem.

[Translation : Contra Info]

[en français][in italiano][in english][en español][Auf Deutsch]

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Besançon : Solidariedade com Mónica e Francisco https://attaque.noblogs.org/post/2016/03/23/besancon-solidariedade-com-monica-e-francisco/ Wed, 23 Mar 2016 10:57:40 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=7430 Continuer la lecture ]]> Durante o fim de semana de 5 e 6 de Março de 2016, a Igreja da Madeleine em Besancon, localizada no bairro Battant, foi etiquetada em solidariedade com xs anarquistas Mónica e Francisco, que se encontram nas mãos do Estado espanhol e que já passaram demasiados anos longos atrás das grades.

Força e coragem para xs companheirxs!

[Traduction de contrainfo]

[en français] [in english]

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Marselha: Ataque incendiário a carros de luxo https://attaque.noblogs.org/post/2016/02/28/marselha-ataque-incendiario-a-carros-de-luxo/ Sun, 28 Feb 2016 19:45:28 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=6930 Continuer la lecture ]]> Na madrugada de sexta-feira, 26 de Fevereiro, por volta das 3:30, conseguimos aceder a um parque de estacionamento privado “seguro” no 7º bairro, um bairro de yuppies em Marselha, ateando fogo a dois carros de luxo. Uma caixa de acendalhas foi colocada sob um pneu da frente de cada veículo, pegando fogo rapidamente antes de estourar em chamas quando estávamos a sair, levando assim um “estado de emergência” breve às portas de alguns dos burgueses.

Dedicamos este ataque aos quatros combatentes presos no estado belga, no seguimento do caso da “maxi-prisão » de 19 de Fevereiro, assim como para xs outrxs acusadxs no mesmo processo.

Fogo às prisões e a quem as protege!

Com beijos
Pessoas desconhecidas
———
Nota de Contra Info:

Na verdade, quatro indivíduos foram condenados cada um a 10 meses de pena de prisão suspensa, durante um período de 3 anos condicionais no julgamento do caso da destruição do modelo da maxi-prisão. Além disso, a cada um dos seis deles, foi cobrada a multa de 600 €, perfazendo um total de € 3.600. No tribunal, a prova incriminatória mais relevante para os condenar como grupo foi o fato deles se terem recusado a pedir desculpas do assunto.

[Traduction : ContraInfo]

[en français][en español][in english][in italiano]

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Marselha: Surpresa a meio da noite no Consulado de Espanha https://attaque.noblogs.org/post/2016/02/28/marselha-surpresa-a-meio-da-noite-no-consulado-de-espanha/ Sun, 28 Feb 2016 10:25:13 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=6924 Continuer la lecture ]]> A 6 de Fevereiro de 2014, várias dezenas de migrantes – que a nadar tinham procurado entrar em Espanha – foram assassinados pela guarda civil. Por ocasião deste triste aniversário e dado o apelo à solidariedade a partir de Rabat [capital do Marrocos], várixs companheirxs ficaram motivadxs para expressar o seu desacordo com a “fortaleza europa” assim como a sua raiva contra toda a violência produzida por entidades assassinas como sejam os estados-nação.

Assim, o consulado foi etiquetado com “06/02/2014 ESPANHA MATANÇA DE MIGRANTES” e “ASSASSINO”. A fachada e a porta da frente também foram atingidas com bombas de tinta.

Solidariedade sem limites!
Contra as fronteiras e mundo que as produz!

[Traduction: ContraInfo]

[en français][in english][Auf Deutsch]

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França: Ataques solidários com xs anarquistas presxs no Estado espanhol https://attaque.noblogs.org/post/2015/01/05/franca-ataques-solidarios-com-xs-anarquistas-presxs-no-estado-espanhol/ Mon, 05 Jan 2015 22:13:58 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=3021 Continuer la lecture ]]> Indy Nantes / 28/12/2014

tumblr_mnw9syUbJO1rb2j5zo1_500Durante os últimos dias, em Paris, Ivry, Kremlin-Bicêtre e Gentilly, foram destruídos à martelada 5 caixas automáticos e uma agência imobiliária. Além disso, 3 veículos de empresas construtoras e fornecedoras de prisão (Vinci, Sodexo, Onet) foram incendiados.

Solidariedade com xs anarquistas encarceradxs no Estado espanhol!

Liberdade para todxs!

[Translation : Contrainfo]

 

[en français]

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Paris: Algumas vidraças partidas, contra a bófia e esta sociedade https://attaque.noblogs.org/post/2014/12/24/paris-algumas-vidracas-partidas-contra-a-bofia-e-esta-sociedade/ Wed, 24 Dec 2014 15:07:04 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=2890 Continuer la lecture ]]> Indy Nantes / 18/11/2014

tumblr_n4wu13z6EN1tzc9jao1_400Na noite de 17 para 18 de Novembro de 2014, todas as vidraças da esquadra de polícia situada na rua Camille Desmoulins nº10 (XI distrito de Paris) foram partidas, tal como o párabrisas de um camião do serviço de limpeza da Prefeitura.

Nestas alturas, em que o ódio contra a bófia e a esta sociedade é gritado nas ruas, expandamos os nossos meios de ir a elxs de noite e de dia, sem necessidade de esperar que nos massifiquemos.

Que a violência mude de campo!

[Translation : Contrainfo]

[en français]

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Besançon, França: Pregos nas rodas da dominação https://attaque.noblogs.org/post/2014/12/24/besancon-franca-pregos-nas-rodas-da-dominacao/ Wed, 24 Dec 2014 14:58:24 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=2880 Continuer la lecture ]]> Indy Nantes / 8/11/2014

web-2014-10-24_Bagnolet-78Durante a noite de 7 a 8 de Novembro furámos as pneus de duas carrinhas, além dos de diversas bicicletas tipo VéloCité.

Foram à volta de vinte bicicletas da empresa JCDecaux (serviço de aluguer de bicicletas), um veículo ao serviço da câmara municipal e outro da EDF (principal empresa de electricidade em França).

Isto, porque a EDF participa nesta sociedade nuclear que domestica e envenena as nossas vidas. Por sua vez, a JCDecaux explora xs presxs para reparar as merdas das suas bicicletas que servem para transportar os da moda. E também, porque a prefeitura é o seu principal colaborador e, simplesmente, porque é a autoridade.

Que morram o Estado e o capitalismo!

[Translation : Contrainfo]

[en français]

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Paris: Eiffage incendeia-se https://attaque.noblogs.org/post/2014/10/12/paris-eiffage-incendeia-se/ Sun, 12 Oct 2014 09:48:46 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=2167 Continuer la lecture ]]> Indymedia Nantes / 17/09/2014

Durante a noite de 14 a 15 de Setembro de 2014, um veículo da empresa Eiffage [construtora de prisões] incendeia-se na zona de Quai de la Garrone, devido ao seu ódio contra as prisões.

Fogo a todas as prisões!

Fogo aos colaboradores do confinamento.

[Translation : Contrainfo]

[en français]

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Paris : A prefeitura sob fogo https://attaque.noblogs.org/post/2014/09/05/paris-a-prefeitura-sob-fogo/ Fri, 05 Sep 2014 16:37:00 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=1831 Continuer la lecture ]]> Indymedia Nantes / 2/09/2014

Entre 26 e 27 de Agosto, um caminhão e três utilitários da Câmara Municipal de Paris pegaram fogo no 11º distrito, na rua Pétion.

Porque, como todos os poderes, a prefeitura oprime e explora.

[Translation : Contrainfo]

[en français]

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França: Visitas noturnas a locais do Partido Socialista https://attaque.noblogs.org/post/2014/04/01/franca-visitas-noturnas-a-locais-do-partido-socialista/ Tue, 01 Apr 2014 21:08:15 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=849 Continuer la lecture ]]> nantes.indymedia / 28/03/2014

Na quarta-feira, 26 de Março de 2014, durante a madrugada, atacaram-se duas sedes do Partido Socialista, em Paris e Les Lilas.

Um dos locais, situado na rua Cour-des-Noues (no distrito XX de Paris), terminou com as vidraças das janelas e os letreiros de vidro partidos  e redecorado com uma pintada em que se lia: “Abaixo todos os partidos”.

O outro local, na rua 14 Juillet, no município de Les Lilas, foi marcado com uma pintada em que se lia: “Contra todo o Poder” e as vidraças das janelas também ficaram destroçadas.

Nem os partidos, nem os Estados nem as eleições asfixiarão as nossas revoltas.

[Translation : Contrainfo]

[en français]

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Paris: Então foda-se a Cruz Vermelha! https://attaque.noblogs.org/post/2014/03/25/paris-entao-foda-se-a-cruz-vermelha/ Tue, 25 Mar 2014 01:33:30 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=727 Continuer la lecture ]]> Indy Nantes / 18/03/2014

A Cruz Vermelha está ativamente envolvida na captura e deportação de pessoas sem documentos.

No início da manhã de 18 de Março, as vidraças da fachada da sede da Cruz Vermelha, na estrada Eliza Lemonnie, no 12º distrito de Paris, receberam vários golpes e agora estão recobertas de bonitas estrelas…

Uma piscadela aos dois imigrantes cativos, condenados em penas de prisão pela revolta de 14 de Fevereiro no centro de retenção para imigrantes de Vincennes, assim como axs 5 companheirxs detidxs e processadxs por terem expressado a sua solidariedade com os revoltados.

Liberdade!

[Translation : Contrainfo]

[en français]

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Paris: Ataque incendiário a veiculo da empresa de telecomunicações Orange https://attaque.noblogs.org/post/2014/02/08/paris-ataque-incendiario-a-veiculo-da-empresa-de-telecomunicacoes-orange/ Sat, 08 Feb 2014 22:36:39 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=387 Continuer la lecture ]]>

Indy Nantes / 8/02/2014

Na noite de 6 para 7 de fevereiro, uma carrinha de instalação de fibra óptica cheia de material elétrico foi inteiramente calcinada na rua Alouettes (no bairro 19).

Contra a rede digital, as câmeras de vigilância para uso doméstico da internet que empobrecem cada vez mais as nossas vidas e nossas relações.

PS: Sobre a empresa Orange, nós escolhemos esta carrinha precisamente porque a Orange explora reclusos por salários de merda com os quais eles poderão comprar produtos de merda em um ambiente de merda.

O mundo virtual para a fogueira! Fogo aqueles que nos aprisionam!

[Translation : Contrainfo]

[en français]

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Les Lilas : Ataque de rinocerontes à esquadra de polícia municipal https://attaque.noblogs.org/post/2014/02/02/les-lilas-ataque-de-rinocerontes-a-esquadra-de-policia-municipal/ Sun, 02 Feb 2014 22:34:12 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=386 Continuer la lecture ]]> Indy Nantes / 31/01/2014

Na noite de 29 para 30 de Janeiro, depois de termos escapado do zoológico e em resposta à insuportável presença cotidiana das galinhas em uniforme, investimos com os chifres abalroando as janelas e a porta de vidro dum galinheiro municipal na rua George Pompidou, atrás da prefeitura de Lilas (nordeste de Paris).

Anteriormente, com a ajuda de um folheto embebido em água, tínhamos obstruído a câmera do interfone.

Atacar é realmente fácil!

Atacamos os guardiões do zoológico humano!

A gangue de rinocerontes irritados

[Translation : Contrainfo]

[en français]

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Lille, norte da França: Ataque com tinta à sede da multinacional Thales https://attaque.noblogs.org/post/2014/01/22/lille-norte-da-franca-ataque-com-tinta-a-sede-da-multinacional-thales/ Wed, 22 Jan 2014 22:15:56 +0000 http://attaque.noblogs.org/?p=374 Continuer la lecture ]]> Indy Lille / 22/01/2014

Reivindicamos o ataque com tinta realizado na madrugada de terça para quarta-feira (21-22 de Janeiro) contra a sede da Thales (empresa de electrónica ativa no mercado aeroespacial, indústria bélica e de vigilância), no bairro de Lambersart. Esta empresa, que se enriquece com as guerras e o controlo social, bem merece os lançamentos de ovos cheios de tinta e outros projéteis que sujaram a sua fachada.

À arte das suas guerras, nós contrapomos a arte da degradação e do vandalismo. Essa ação visa também a FIC 2014, a feira internacional de controlo cibernético que acontece em Lille, esta semana, e na qual participa a empresa redecorada.

Não se fazem omeletes sem quebrar ovos!

Comando Galináceo Terrorista

[Translation : Contrainfo]

[en français]

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